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Anink Marink

Me acompanhe nesta viagem através do diário-país

Quinta-feira, Julho 31

Histórias de amor


Mesquita de Monastir, Tunísia. Autoria da foto: Rui Vale de Souza

O post de hoje é a reprodução de um texto da jornalista Gloria Horta, publicado no Jornal do Brasil no final da década de 80. Li no Facetas Cariocas e quase caí dura pra trás com a atualidade do tema.


Quando a porta do coração de alguém não se abre pra você, fuja !

Já presenciei inenarráveis histórias de amor impossíveis. Um fazendo de tudo pra conquistar o outro, inutilmente. O cara é punk, ela pinta o cabelo de roxo, faz piercing e nada. Geógrafo, ela compra os últimos lançamentos de Geografia e lê. Sem chance. Deprimido ? Ela se transforma num livro vivo de auto-ajuda. Pobre, ela esconde suas roupas caras. Broxa, com jeito convence o sujeito a procurar um médico. Baixinho, ela quase fica corcunda. Em vão. Infantil, ela, feminista, mistura o Nescau no leite e passa manteiga no pão. Só pra ilustrar do que a vontade do amor é capaz.

Amiga, desista. A porta do coração do elemento não é de aço, não está trancada e não se abre pra você. Não se abriu, não se abre, não se abrirá.
O sarado casa com uma gorducha flácida e inteligente. O geógrafo se apaixona por uma popozuda que (bem feito) não lhe dá a mínima. O broxa conhece uma frígida. E um deles arranja uma mulher e se casa em dois meses, e ela é o oposto de você.
É incompreensível, mas mentira é não compreender.
Com a gente o mesmo sucede. O homem perfeito aparece, faz tudo por nós, e a gente dispensa sem culpa e esquece sem perceber.

Ele não te quer ? Desapareça sem deixar vestígios porque o tempo passa depressa, a vida é curta mas é larga, e existem casos verídicos de pessoas que tentam uma vida inteira. Tem gente que acaba se viciando nisso. E o que é pior: ele pode até se casar com você.

Gloria Horta

.: escrito por Ana Maria 11:12 AM


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Terça-feira, Julho 29

Músculos em ação



Depois de séculos de promessas pra mim mesma, recomeço hoje a fazer ginástica. Tudo bem suave, porque afinal são alguns anos de vida sedentária. Apesar de meu passado de atleta, o corpinho se ressente da falta de atividade física regular. Graças a Deus, sou magra por natureza e não ganhei peso extra com a minha preguiça, mas estava com saudade de levar uma vida mais saudável e de voltar a ter os músculos em dia. Vamos ver até quando essa minha animação aeróbica resiste. Quem viver, verá.

.: escrito por Ana Maria 12:57 PM


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Sábado, Julho 26

Manhã totalmente tribal

Dia de faxinão no quarto: vassoura e pano úmido no chão, flanelinha nos móveis. Depois, trocar a cama de lugar e pendurar meu painel estrelado que comprei na Livraria da Travessa. Que delícia escolher as fotos pra colocar na parede !
Como não podia deixar de ser, um fundo musical se fez necessário e os Tribalistas tocaram sem parar no cd player.


Tocando Tribalistas sem parar


Já sei namorar
Já sei chutar a bola
Agora, só me falta ganhar
Não tenho juiz
Se você quer a vida em jogo
Eu quero é ser feliz

Arnaldo Antunes - Carlinhos Brown - Marisa Monte

.: escrito por Ana Maria 3:33 PM


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Quarta-feira, Julho 23

Tao Te King

Mais um poema do livro sagrado dos taoístas. Já publiquei alguns, publicarei outros da série de 81 ensinamentos de Lao Tse.



Sem ir além de nossa porta
Podemos conhecer o mundo
Sem assomarmos à nossa janela
Podemos conhecer os caminhos do céu
Quanto mais longe vamos
Tanto menos avançamos
Por isso, o Sábio
Sem caminhar, alcança sua meta
Sem ver, tudo observa
Sem agir, tudo realiza.

.: escrito por Ana Maria 9:53 AM


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Segunda-feira, Julho 21

Tudo azul em Teresópolis

Domingo de sol e céu de brigadeiro. Descendo a serra, meu irmão não resistiu: parou o carro e registrou com a Sony Mavica o Dedo de Deus.


Vista da estrada Teresópolis-Rio, por José Sergio

.: escrito por Ana Maria 11:02 AM


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Quarta-feira, Julho 16

Poeta curitibano

Adoro Curitiba e a poesia de um curitibano ilustre, Paulo Leminski. Nossa ! Faz muito tempo que não leio nada dele. Trouxe este poema como forma de matar a saudade da fina ironia do mestre.


Bem no Fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto

a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela, silêncio perpétuo

extinto por lei o remorso,
maldito seja quem olhar pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais

mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos para passear:
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Paulo Leminski


Ópera de Arame, famoso teatro de Curitiba


Entrada do Espaço Cultural Paulo Leminski

.: escrito por Ana Maria 11:51 AM


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Segunda-feira, Julho 14

Parabéns pra você II, a missão

Hoje quem assopra as velinhas do bolo é o meu irmão mais velho. Parabéns, Fernando ! Aproveitando o embalo do post anterior, botei o scanner pra trabalhar e trago mais fotos do álbum de família.


Fernando, Paulo e Zezinho muito concentrados, ou quase.


Mamãe rodeada pelos seus cinco pimpolhos


As duas Marias - Helena e Ana - e happy mother


Meu pai e euzinha muito atentos ao fotógrafo

.: escrito por Ana Maria 12:11 PM


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Sábado, Julho 12

Parabéns pra você, Mare !

Hoje é o dia do aniversário da minha irmã. O nome dessa grande amiga que a genética me presenteou é Maria Helena, mas desde que me entendo por gente a chamo de Mare, apelido que pegou em todas as suas variantes (Mari, Mary, Mariúcha).
Para homenagear uma canceriana, nada melhor que mostrar fotos da infância, tema tão caro aos nativos do signo.
Direto do túnel do tempo, aqui estão algumas dessas imagens, tiradas no quintal de nossa casa em Ipanema.


Mare em dois momentos: meditando no quintal


e pedindo mais colo, porque ninguém é de ferro

.: escrito por Ana Maria 9:18 AM


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Sexta-feira, Julho 11

Cena carioca

Trânsito engarrafado na Avenida Maracanã, pista sentido Centro. Uma adolescente magrinha, com cara de sono, nem feia nem bonita, entrega panfletos de um plano de saúde por entre os carros.
Do outro lado da rua - pista sentido Alto da Boa Vista - passa em alta velocidade um caminhão da Prefeitura, apinhado de operários em pé na caçamba. Falavam alto, gritando elogios e juras de amor a uma mulher que eu ainda não tinha identificado. A moça do panfleto ficou tímida e esboçou um sorriso para os homens, vestidos com aqueles uniformes laranja-cheguei.
Olhei pelo retrovisor e vi que eles ainda acenavam ao longe com os braços, pás ou o que mais tivessem nas mãos. Todos que estavam nos carros sorriram com a inesperada e explícita cena de paquera coletiva. E a menina seguiu destribuindo os folhetos, agora com a cara super feliz. Ganhou o dia.

.: escrito por Ana Maria 11:50 AM


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Quarta-feira, Julho 9

Passeio pelo Centro

Ontem fui almoçar com minha irmã no Centro da cidade. Apesar da confusa mistura de pedestres, ônibus, carros e camelôs, eu estava com vontade de ver gente e amei caminhar pelo meio do tumulto. Dia ensolarado, mas de temperatura agradável.
Que bonitinha ficou a Travessa do Ouvidor, gente ! Só passo por ali correndo e nunca reparei direito nos melhoramentos que ela recebeu.
De tanto olhar vitrine, acabei levando um painel metálico de fotos com estrelas vazadas. Lindo ! Vai para a parede do meu quarto.


Avenida Rio Branco num dia tranqüilo

.: escrito por Ana Maria 12:12 PM


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Segunda-feira, Julho 7

Tudo de bom

Fazendo o meu passeio matinal pela net, encontrei esta frase do maravilhoso escritor mineiro, Guimarães Rosa, no blog da Meg. Era tudo o que eu precisava saber hoje.

O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.

João Guimarães Rosa



Templos em seqüência - porta de entrada. Tibet, China

Achei no fotolog do Shino.

.: escrito por Ana Maria 1:23 PM


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Sexta-feira, Julho 4

Paixões, amores, paqueras e afins



Tem coisa pior do que o fim de um relacionamento afetivo, quando não é você quem toma a decisão de terminar com a brincadeira ? A sensação de vazio e abandono é imensa. Sonhos desfeitos, ilusões perdidas, temores redobrados e a pergunta martelando a cabeça: "why did all change ?". É a ausência mais presente que se conhece - tudo (mas tudo mesmo) nos lembra a história de amor que poderia ter sido e que, por alguma estripulia do destino, não se realizará. Pelo menos não da maneira como se imaginava. A gente fica tão à flor da pele que, como diz Zeca Baleiro, "até beijo de novela me faz chorar".


A thousand beautiful things - Annie Lennox

Everyday I write the list
Of reasons why I still believe they do exist
(a thousand beautiful things)
And even though it's hard to see
The glass is full and not half empty
(a thousand beautiful things)
So... light me up like the sun
To cool down with your rain
I never want to close my eyes again
Never close my eyes
Never close my eyes

I thank you for the air to breathe
The heart to beat
The eyes to see again
(a thousand beautiful things)
And all the things that's been and done
The battle's won
The good and bad in everyone
(this is mine to remember)
So ...
Here I go again
Singin' by your window
Pickin' up the pieces of what's left to find

The world was meant for you and me
To figure out our destiny
(a thousand beautiful things)
To live
To die
To breathe
To sleep
To try to make your life complete
(yes yes)
So ...
Light me up like the sun
To cool down with your rain
I never want to close my eyes again
Never close my eyes
never close my eyes ...
That is everything I have to say
(that's all I have to say)

.: escrito por Ana Maria 11:27 AM


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Quarta-feira, Julho 2

Jorge Furtado sabe tudo de roteiro

Ontem fui assistir ao filme O homem que copiava, de Jorge Furtado, com Lázaro Ramos, Leandra Leal, Pedro Cardoso e Luana Piovani. Muito bom ! Diverte, emociona, faz pensar. Furtado é também autor do premiadíssimo e imitadíssimo curta-metragem Ilha das Flores.
Esse pessoal de Porto Alegre sabe tudo de cinema, tchê.


Leandra Leal não copiava mas dá banho de talento

.: escrito por Ana Maria 4:22 PM


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