Anink Marink
Me acompanhe nesta viagem através do diário-país
Sábado, Maio 28
Programa em clima de fim de curso
Minhas aulas no Instituto Cervantes se encerram no final de junho e algumas marcas vão ficar. Dentre elas, o hábito de comprar o jornal El País na banca da Rua São José e assistir ao canal espanhol da Net. Não me canso de ler, escutar, falar ou escrever nessa língua. Tá certo que sou uma apaixonada por idiomas de um modo geral - já freqüentei cursos de inglês e francês e, se tivesse dinheiro sobrando, freqüentaria outros tantos -, mas não senti vontade de mergulhar de cabeça na cultura anglo-saxônica ou francesa como faço agora com a espanhola. O interesse respinga também nos nossos vizinhos sul-americanos.Tenho visto muito filme argentino, colombiano, uruguaio e lido poetas chilenos, contistas equatorianos. Eles fazem cinema muitíssimo bem e escrevem divinamente.
Meu mais recente vício hispanohablante se chama Al filo de la ley - série espanhola ambientada num escritório de advocacia. É exibido no canal 30 todas às quintas-feiras, às nove e meia da noite. Não preciso dizer que o protagonista é um gato (Leonardo Sbaraglia), o que facilita a vida de quem se dispõe a ficar uma hora - sem intervalos comerciais - diante da telinha. Aliás, a programação da TVE mereceria vários posts. Os espanhóis são mestres na arte de promover debates políticos e falar (mal) da vida dos famosos e bem-nascidos. Eu volto ao tema.
Os roteiros da série "Al filo de la ley" se baseiam em fatos reais
.: escrito por Ana Maria 4:43 PM
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Quarta-feira, Maio 25
Reds ! Reds ! Reds !
O capitão da equipe inglesa estava muito feliz
O técnico Benítez é o estrategista do Liverpool
Fiquei com pena dos jogadores do Milan
Eu sei, eu sei, eu sei. Este post deve ser o milésimo que eu escrevo sobre futebol. Os leitores que não gostam do tema já devem ter batido em retirada, descontentes com a mesmice. Meus amigos, o blog não teria a minha cara se eu não falasse do velho esporte bretão. E a final da Liga dos Campeões foi um jogo pra quem gosta do assunto. Depois de estar perdendo por 3 x 0, a equipe de camisa vermelha surpreendeu a todos e empatou a partida. Prorrogação, disputa de penaltis e o time do meu amigo Thomas William leva o troféu para Liverpool. Conheci o Tom em 2000 e desde então sua paixão pelos reds me contagiou e me faz acompanhar o time onde quer que ele se apresente. Fico feliz por ele. Muita cerveja por aí, Thomas ? ;-)
.: escrito por Ana Maria 10:28 PM
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Segunda-feira, Maio 16
A volta dos que não foram
Não dá pra dizer que ainda estamos no verão porque anoitece cedo e o vento super gostoso que sopra no final do dia indica que o outono já deu as caras. O calor ameaçou ir embora mas retornou em grande estilo. Pra quem tem corpitcho tropical, melhor impossível.
Praia do Leme e de Copacabana pela lente deste carioca
.: escrito por Ana Maria 11:30 AM
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Quinta-feira, Maio 12
Quem canta seus males espanta
Parece que além de cantar vou ter que rebolar também. Minha casa entrou em greve - alguns eletrodomésticos combinaram de enguiçar ao mesmo tempo, o aquecedor do banheiro quase explodiu e agora pinga água que é uma beleza, meus óculos quebraram a haste, o celular se apagou de vez. Euzinha com uma preguiiiiiça macunaímica de resolver todos esses problemas. Sem falar do rombo no orçamento. Cansei de ser pobre, viu ?

.: escrito por Ana Maria 1:27 PM
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Terça-feira, Maio 3
A agonia de um jornal
Desde que me entendo por gente, leio o Jornal do Brasil todos os dias. Quando criança alternava os livros de Monteiro Lobato com os textos do Caderno B. Amava. Certamente minha opção de estudar jornalismo tem a ver com esse prazer infinito de buscar fatos e respostas naquele meu quase oráculo - era uma leitora voraz das notícias ali publicadas. Trabalhar no JB significava a realização de um sonho. Ambição primeira de qualquer estudante de Comunicação.
Ainda hoje assino o diário mas é inegável que ele não vai chegar muito longe. Anúncios quase não há. O caderno de classificados se resume a uma página perdida sabe-se lá onde. As demissões em massa e as mudanças freqüentes no comando da redação resultaram num jornal sem cara definida. É um vale-tudo informativo, matérias mal feitas, mal apuradas. De vez em quando acertam a mão numa manchete de primeira-página. A da morte do Papa foi uma delas. Primorosa. Mas é muito pouco pra quem já foi grande e paradigma de bom jornalismo.
Esta semana estreou o "novo" Caderno B, agora sob a direção de Ziraldo. Trouxe um monte colunistas famosos, mas a cara está meio antiguinha, lembra o Pasquim. Sei não.
.: escrito por Ana Maria 7:26 PM
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