Anink Marink
Me acompanhe nesta viagem através do diário-país
Quarta-feira, Junho 29
Brasil 4 x Argentina 1
Minha vida não muda em nada com a vitória brasileira na Copa das Confederações. Mas que é muuuiiito bom ver o Brasil jogar de forma convincente e vencer com folga a seleção da Argentina, lá isso é !!!
.: escrito por Ana Maria 6:18 PM
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Sexta-feira, Junho 24
Tarde gastronômica e cultural
Aproveitando que minha irmã tinha uns dias de férias pra tirar e minha amiga Renata comemorava "aniversário" de uma bem-sucedida cirurgia, lá fomos nós ao Centro gastar a tarde. O roteiro começou no restaurante Mister Ôpi - onde mandamos ver numa feijoada -, continuou no Centro Cultural dos Correios e se encerrou na Livraria da Travessa. No Centro Cultural, nos fartamos de exposições de fotos - destaque para a retrospectiva do mestre francês Henri Cartier-Bresson e a do fotojornalista Custódio Coimbra, com "Diários do Rio". Do Leme ao Pontal, de Gramacho à Ilha do Governador, imagens tocantes. Recomendo.
Reencontro das amigas jornalistas pra celebrar a vida
.: escrito por Ana Maria 5:45 PM
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Terça-feira, Junho 21
Passeando pelo Instituto
Aqui estão algumas imagens das muitas que fiz na quarta-feira passada - último dia de aula do curso de espanhol que freqüentei no Instittuto Cervantes. Infelizmente não consegui tirar todas as fotos que pretendia. Ficam para uma outra oportunidade, quem sabe ? Nossa professora faltou - estava gripada - e como era dia de prova não quis atrapalhar a concentração de ninguém. Resultado: quem chegou atrasado ou acabou o exame cedo demais não foi clicado pela paparazzo de plantão.
A professora Paz e a saudação "Viva Chile!" do Miguel
Pedro é gente boa e também autor de excelente dicionário
Calberto, eu e Ivan somos alunos aplicados
A biblioteca ainda em clima de catalogação do acervo
.: escrito por Ana Maria 1:21 PM
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Domingo, Junho 19
Diversos
O blog andou meio abandonado por causa da última semana do curso de espanhol. Fiz a prova final que nem a minha cara e espero merecer o certificado do Instituto Cervantes. Como recuerdo, tirei um monte de fotos - alunos, funcionários, biblioteca, salas de aula, professores e tudo que aparecesse na minha frente. Uma festa digital com a Cybershot. Poderiam ter ficado melhorzinhas, mas não consigo obter com as fotos tiradas com flash a mesma qualidade das tiradas com luz natural.
Li esta frase outro dia no jornal El País e me lembrei do que acontece hoje no Brasil (ou desde sempre, pelo visto). "El único requisito necesario para que el mal se propague es que los hombres buenos no hagan nada". A omissão faz o maior estrago.
Adorava o programa Saia Justa, do canal GNT. Assistia sempre. Mas com as novas integrantes está impossível. Luana Piovani é muito burrinha, Marcia Tiburi é chatésima, a Betty Lago é a mais interessante das quatro mas é briguenta e Mônica Waldvogel parece que desaprendeu a ser mediadora. Falam todas ao mesmo tempo e nada se aproveita do que é dito ali.
.: escrito por Ana Maria 2:41 PM
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Terça-feira, Junho 7
A cor da pele do brasileiro
Desde o episódio com o jogador Grafite - que foi chamado de negrito de mierda por um atleta argentino durante uma partida de futebol - estou para escrever aqui sobre a importância que se dá à cor da pele de uma pessoa. Depois de visitar o blog da Patty e ler um inacreditável post sobre a agressão de um cachorro a duas crianças negras na civilizada Suécia (obedecendo ao comando da dona, claro), resolvi não adiar mais o assunto.
Tenho um amigo de infância que morou anos nos Estados Unidos. Freqüentou universidade, cursou mestrado e o escambau e teve que preencher um formulário respondendo a que raça pertencia. A burocracia norte-americana se dedica com afinco a enquadrar pessoas em raças pré-determinadas. Só que este meu amigo, como bom brasileiro mestiço, desestrutura o sistema porque a única resposta possível é deixar em branco ou assinalar "outras", item que, se não me falha a memória, não constava do questionário. Ele tem pele branquíssima, sobrenome tcheco, olhos castanhos, cabelos escuros que não são o que se possa chamar de lisos, nasceu no Rio de Janeiro, fala português. Não é caucasiano como um tcheco normalmente seria enquadrado, não é hispânico como os brasileiros são classificados nos EUA porque simplesmente a família não tem um único sobrenome latino, não é negro porque é branco. Eu pergunto: por que a insistência em querer definir o indefinível ?
No Brasil, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) - através dos seus recenseadores - sempre pesquisou o item raça/cor. Hoje cada um dos entrevistados é que define a sua raça. Resultado: 190 cores diferentes foram apontadas. Tem pérolas como "cor de chocolate amargo", "café com leite", "moreno clarinho", "moreno bem apanhado", "escurinho", "jambo" e por aí vai. O Roberto Carlos - jogador de futebol do Real Madri - se considera cor de café com leite e o Ronaldinho Fenômeno se define como branco. Nos dois casos a omissão da cor negra é a brasileiríssima tentativa de branqueamento. Quanto mais branca é a pessoa mais bem colocada está na perversa escala social verde-amarela. Negro é sinônimo de pobre, favelado, ladrão. Menos de 10% dos brasileiros se classificaram como negros no mais recente censo realizado no Brasil. Incrível, não ?
Por essas e outras, acho muito sem sentido essa procura por rótulos de raça/cor. Cada um sabe de si. Alguns sociólogos/educadores defendem a pesquisa da etnia para se saber a quantas anda a distribuição racial nas escolas brasileiras. Não vão ter muito trabalho porque a resposta salta aos olhos. Meu testemunho: no primeiro grau, cursado em escolas públicas da Zona Sul do Rio de Janeiro, os morenos clarinhos e os chocolates eram maioria. No segundo grau em colégio particular, menos de 5% do total. Na carésima e elitista PUC-RJ não vi um único aluno escurinho.
.: escrito por Ana Maria 1:52 PM
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