Rio de Janeiro

home | archives

Anink Marink

Me acompanhe nesta viagem através do diário-país

Terça-feira, Setembro 27

A música do Alonso


De macacão aos 4 anos

Ao final da transmissão do GP Brasil de Fórmula 1, o locutor informou que Fernando Alonso foi recebido com festa pela equipe Renault ao som de uma música do grupo Abba. Como não sou nada curiosa, procurei no Google que canção seria essa que emocionou o campeão espanhol. Se quiser escutá-la, clique aqui.
E se quiser cantar junto, eis a letra:

Fernando - Abba

Can you hear the drums Fernando?
I remember long ago another starry night like this
In the firelight Fernando
You were humming to yourself and softly strumming your guitar
I could hear the distant drums
And sounds of bugle calls were coming from afar
They were closer now Fernando
Every hour every minute seemed to last eternally
I was so afraid Fernando
We were young and full of life and none of us prepared to die
And I'm not ashamed to say
The roar of guns and cannons almost made me cry

There was something in the air that night
The stars were bright, Fernando
They were shining there for you and me
For liberty, Fernando
Though I never thought that we could lose
There's no regret
If I had to do the same again
I would, my friend, Fernando

Now we're old and grey Fernando
And since many years I haven't seen a rifle in your hand
Can you hear the drums Fernando?
Do you still recall the frightful night we crossed the Rio Grande
I can see it in your eyes
How proud you were to fight for freedom in this land

There was something in the air that night
The stars were bright, Fernando
They were shining there for you and me
For liberty, Fernando
Though I never thought that we could lose
There's no regret
If I had to do the same again
I would, my friend, Fernando

.: escrito por Ana Maria 4:26 PM


deixe aqui o seu comentário:

Domingo, Setembro 25

Mudança de tema

Tinha planejado escrever um post sobre o Festival de Cinema do Rio 2005, falar da programação, dos ingressos que consegui comprar e dos que ainda comprarei, mas assisti ao dvd Serendipity - Escrito nas estrelas, na tradução brasileira - e mudei de idéia.

O filme é uma comédia romântica daquelas bem água-com-açúcar, ou seja, o típico programa que você nem sonha em fazer nos momentos de maior lucidez, mas que numa tarde chuvosa de domingo é tudo o que você pediu a Deus. Uma delícia.

O John Cusack está um gato, a trilha sonora é bacaninha, a fotografia mostra uma Nova Iorque de sonho, o roteiro fala de destino, de coincidências, de alma gêmea, de atração mútua que não se explica. Irresistível. Caí em todas as armadilhas que o diretor Peter Chelsom preparou e fiquei felicíssima por isso. Recomendo vivamente para os românticos incorrigíveis como yo.

.: escrito por Ana Maria 7:00 PM


deixe aqui o seu comentário:

Domingo, Setembro 18

Poemas em linha reta


Cidade Noturna


Bem no fundo

No fundo, no fundo,
bem lá no fundo,
a gente gostaria
de ver nossos problemas
resolvidos por decreto
a partir desta data,
aquela mágoa sem remédio
é considerada nula
e sobre ela - silêncio perpétuo
extinto por lei todo o remorso,
maldito seja que olhas pra trás,
lá pra trás não há nada,
e nada mais
mas problemas não se resolvem,
problemas têm família grande,
e aos domingos saem todos a passear
o problema, sua senhora
e outros pequenos probleminhas.

Paulo Leminski












Os lindos desenhos são do Elam Daniel e foram enviados pelo irmão dele, o Tunico. Além de artista plástico talentoso, Elam é filho da minha primeira professora - a Dra. Werneck. Mas isso é assunto pra um outro post.

.: escrito por Ana Maria 3:03 PM


deixe aqui o seu comentário:

Quarta-feira, Setembro 14

Los cariocas quieren hablar español

Este é o título de uma pequena matéria que li hoje no jornal espanhol El País:


"Hace 120 años, en Río de Janeiro, el emperador Pedro II y la nobleza mostraban su orgullo hablando francés, y la Alianza Francesa desembarcó en la capital del imperio ya en 1885. Después llegó el interés por el inglés. Hoy, los cariocas lo que sueñan es hablar español. Por eso, las escuelas y colegios de Río se han adelantado a la entrada de la ley que exige la enseñanza obligatoria del español en la enseñanza media y comienzan todos a ofrecer cursos de español.

El mejor termómetro sobre la fiebre del español entre los cariocas es el Instituto Cervantes, situado en el centro de Río. Su director, el dinámico Francisco Corral, no sale de su asombro. Afirma que en 2004, el Cervantes tuvo 500 alumnos matriculados, que este año el número se ha doblado y que esperan un aumento de un 40% en 2006.

Y una muestra definitiva del interés del español es que en los exámenes para la entrada en la Universidad Federal de Río de Janeiro (UFRJ) por primera vez el español fue escogido en primer lugar por el 52% de los 46.000 candidatos. El francés del viejo imperio por un 1%. La segunda opción fue el inglés. Según Jesús Martin, consejero de Educación de la Embajada de España en Brasilia, el 85% de los colegios privados del país ya están enseñando español. Cervantes empieza a ser también brasileño."

Juan Arias


.: escrito por Ana Maria 3:02 PM


deixe aqui o seu comentário:

Domingo, Setembro 11

Pista Claudio Coutinho

O domingo amanheceu tão bonito que achei que seria maldade não fazer minha caminhada logo cedo. Coloquei a Cybershot na mochila e lá fui eu em direção à Urca. Adoro a vista desse lugar. Amo ver os miquinhos que descem das árvores. Me faz um bem enorme sentir o cheiro do mar, o vento no rosto e ouvir as ondas quebrando nas pedras. Como diz Drummond em um de seus poemas, gastei o meu dia.







.: escrito por Ana Maria 2:48 PM


deixe aqui o seu comentário:

Segunda-feira, Setembro 5

Aprendendo com o Katrina

O furacão Katrina trouxe muita destruição, protestos, solidariedade e também luz sobre certos aspectos peculiares da organização da sociedade norte-americana. Nas andanças pela net, descobri este blog, publicado no jornal espanhol El Mundo. Eduardo Santos - que assina o diário - é estudante da Universidad de Alcalá de Hanares (Madri) e está, nesse momento, em Hattiesburg (Mississipi). Além de relatar a destruição da cidade, fala das características deste subúrbio sulista - não há transporte público. É isso mesmo: no dia-a-dia não existem ônibus, metrôs, trens. O meio de transporte utilizado pela população para chegar aos bairros centrais é o automóvel particular. Por aí pode-se entender o altíssimo nível de consumo de petróleo no país. E o desespero que toma conta dele quando a produção desse "ouro negro" é interrompida ou ameaçada. Agora com a gasolina escassa e racionada, Hattiesburg se converte em um deserto.


As fotos são do blog un español en el Katrina

.: escrito por Ana Maria 11:50 AM


deixe aqui o seu comentário:

Sexta-feira, Setembro 2

Os marginalizados no centro da tragédia em Nova Orleans

Acabei de ler o artigo do jornalista David Gonzalez, no The New York Times. Lúcido e muito bem escrito, a começar pelo título: From Margins of Society to Center of the Tragedy. Se você fala inglês, vale a pena dar uma olhada na matéria.


Vítimas do descaso: quase todos negros, quase todos pobres

"The victims, they note, were largely black and poor, those who toiled in the background of the tourist havens, living in tumbledown neighborhoods that were long known to be vulnerable to disaster if the levees failed. Without so much as a car or bus fare to escape ahead of time, they found themselves left behind by a failure to plan for their rescue should the dreaded day ever arrive."

David Gonzalez

.: escrito por Ana Maria 4:32 PM


deixe aqui o seu comentário:
Site Meter