Anink Marink
Me acompanhe nesta viagem através do diário-país
Domingo, Novembro 27
Casas da Urca
Inicio hoje uma série fotográfica das casas do Rio. Numa cidade onde os edíficios dominam a paisagem urbana, esse tipo de moradia ganha destaque. Comecei pela Urca e pretendo mostrar o estilo arquitetônico de alguns bairros.

.: escrito por Ana Maria 3:43 PM
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Sexta-feira, Novembro 25
Saudades do blog do Guilherme
Adorava visitar O Primado do Opinante. Peças publicitárias super interessantes, vídeos hilários e comerciais de cerveja eram publicados regularmente pelo Guilherme. Sem falar nas músicas - um especialista em Annie Lennox e Milton Nascimento. Dia desses, escreveu um post dizendo que ia entrar de férias e nunca mais voltou. Alguém sabe dele?
Annie Lennox tem uma voz linda e canções igualmente belas. Uma das minhas favoritas é Honestly.
.: escrito por Ana Maria 5:24 PM
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Quarta-feira, Novembro 16
A música está no ar
Aluguei o dvd de Closer, de Mike Nichols. Muito se falou sobre o filme, mas a badalação não tem razão de ser - o roteiro é frouxo e os diálogos bem fraquinhos. Ali o que se salva é a atuação da Natalie Portman interpretando a misteriosa Alice.
Apesar dos pesares, a trilha sonora fica na cabeça. Especialmente a canção The Blower's Daughter, do cantor e compositor irlandês Damien Rice. Por incrível que pareça, assim que terminei de ver o filme, a rádio JB tocou a versão em português cantada pela Ana Carolina e Seu Jorge.
O clipe com a canção original é muito bacaninha.
Damien Rice é o autor do mega sucesso
The Blower's Daughter
And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her skies
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...
Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new
.: escrito por Ana Maria 8:56 PM
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Domingo, Novembro 13
A lógica francesa
As razões que explicariam a violência que tomou conta de algumas cidades européias são muitas e complexas. Não vou em poucas linhas justificar o quebra-quebra. Mas sempre que leio as notícias sobre os distúrbios protagonizados por descendentes de imigrantes, me lembro do Seu Louis. Conheci este senhor numa viagem que fiz ao Sul do Brasil há quinze anos. Era um homem educado, de olhar altivo e cabelos grisalhos. Se dizia francês e exibia com indisfarçável orgulho o passaporte bleu-blanc-rouge. O forte sotaque nos confirmava a origem. Numa roda de bate-papo, perguntei em que lugar da França tinha nascido. Me respondeu de pronto: na Praia do Flamengo. Ué? Seu Louis, o senhor é carioca, retruquei. Sou francês, insistiu ele. Contei que eu havia nascido na Rua Santo Amaro, pertinho da Praia do Flamengo, e que, portanto, seria tão francesa quanto ele.
Seu Louis me olhou sério e veio com essa:
- Gato que nasce no forno é biscoito?
Os pais do Seu Louis eram franceses. Os filhos de imigrantes que queimam carros nos arredores de Paris são gatos. Jamais serão biscoito.
.: escrito por Ana Maria 9:23 AM
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Sábado, Novembro 5
Inspetor Wallander II - A Missão
Assassinos sem rosto é o segundo livro do escritor sueco Henning Mankell que leio, apesar de ter sido o primeiro da saga do inspetor Kurt Wallander - protagonista das histórias - a ser escrito. Comecei por "Os cães de Riga" e penso que não poderia ter tido melhor estréia.
Nunca fui muito fã de romances policiais. Mudei de idéia a partir destas leituras. O que me atrai é o contraste entre a realidade escandinava e a brasileira. É evidente que os casos que norteiam as narrativas são complexos, intrincados e violentos, mas a rotina na delegacia de Ystad parece brincadeira de criança comparada com a guerra civil em que vivemos. Sem falar nas diferenças climáticas: temperaturas glaciais, tempestades que bloqueiam estradas, ventos gelados e cortantes, casacos poderosos, luvas, botas encharcadas de neve. Pra mim, soa como ficção científica. Uma delícia de ler neste eterno verão carioca - bato o queixo de tanto frio.
Lamento que nem todas as aventuras do policial sueco estejam traduzidas para o português. Me resta a opção de ler em outro idioma. Em espanhol ou em inglês, quem sabe?

.: escrito por Ana Maria 1:22 PM
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