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Anink Marink

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Quarta-feira, Dezembro 27

Bolinho de bacalhau, panetone e rabanada







Todo ano é a mesma novela. Prometo a mim mesma que vou começar a preparar a ceia mais cedo. Papo furado. É tudo feito em cima do laço, correndo contra o relógio. Pretendia fazer uma lista do que não poderia faltar na noite de Natal, mas o título do post já esclarece tudo. Só acrescentaria mais alguns itens: nozes, sossego, vinho tinto e conversa ao redor da mesa.

É verão, faz calor, chove, esfria, esquenta, bafo quente, mormaço. Tudo isso entorpece o meu raciocínio e o ritmo de vida chega ao nivel baiano-macunaímico.

.: escrito por Ana Maria 3:06 PM


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Sábado, Dezembro 16

O Rio visto do alto

Um amigo da minha irmã precisou andar de helicóptero a trabalho e aproveitou pra fazer umas fotos. O dia estava nublado, o que comprometeu um pouco a qualidade das imagens. Mesmo assim, gostei do resultado. Eis algumas delas:


Tijuca, o Maracanã e bairros vizinhos


Detalhe do estádio do Maracanã com o palco do show de hoje à noite


O pier da Barra


O Hotel Sheraton e o Vidigal


A Urca


O Iate Clube


Leblon, o canal do Jardim de Alah e a Lagoa ao fundo


O Autódromo de Jacarepaguá

Fotos: Antonio Carlos


Blog mudo: o blogger.com.br fez a delicadeza de sumir com os comentários. A princípio, imaginei uma pane no meu template, mas depois percebi que todos os blogs hospedados na globo.com apresentavam o mesmo problema. Se eles não tomarem alguma providência pra consertar o estrago, vou instalar outro. Oh, céus!

.: escrito por Ana Maria 3:19 PM


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Sábado, Dezembro 9

Rotina de desassossego



O carioca é, antes de tudo, um forte. Ter as coronárias e a pressão arterial em ordem é condição necessária para a sobrevivênia numa cidade tão cheia de emoções. Quinta-feira passada, cheguei em casa às oito e meia da noite. Chovia e eu era a única pessoa que caminhava pela minha rua. Levei um susto ao dar de cara com o segurança, que procurava abrigo num telhadinho do portão de uma das casas. Estranhei a presença dele ali porque ele normalmente fica na cabine da pracinha, no fim da rua.

Quando eram nove horas, escuto carros buzinando e gente falando alto em frente à janela do quarto da minha irmã. Moro num lugar pacato e aquele furdunço era totalmente esquisito. Pensei em dar uma olhada no jardim pra saber do que se tratava. A Mare diz que é melhor eu ficar quieta porque alguém falou em "homem baleado". Desisti na hora de colocar a cara no portão. Meu coração deu uma acelerada porque é estranho pensar que perto da minha casa tem um homem estirado no chão.

E a confusão aumentava. O número de carros era cada vez maior e muitos vinham na contra-mão. Alguns paravam no meio do caminho e ligavam os pisca-alertas. Detalhe: a rua é estreita; não cabem três carros na pista. Motoristas discutiam, as buzinas ficavam mais impacientes e os vizinhos que moram nos edifícios apareciam nas varandas - gritavam e gesticulavam, avisando aos outros carros para não seguirem. O caos.

Explicação para o tumulto: ladrões fecharam a rua no trecho depois da pracinha. Os motoristas, quando percebiam a cilada, davam meia-volta ou vinham de marcha à ré. A propósito, ninguém morreu ou foi baleado. E não se sabe ao certo se algum carro chegou a ser roubado. Como a possibilidade disso tudo acontecer é tão grande, não tem cidadão que pague pra ver. Boato ganha dimensão de verdade absoluta. Que estresse!

.: escrito por Ana Maria 5:06 PM


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Terça-feira, Dezembro 5

Ele também não sabia de nada

Recebi este vídeo por email. Muito bom! É uma brincadeira, claro. Um certo ditador pede pra ser julgado no Brasil, país famoso pela generosidade com que trata políticos corruptos e inescrupulosos. Basta alegar desconhecimento dos fatos e fica tudo bem. A postura alienada garante até reeleição em alguns casos.

.: escrito por Ana Maria 10:12 AM


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